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terça-feira, 14 de junho de 2016

Católico pode bater palmas na Santa Missa?




José Pereira de Alencar1

No Brasil, sim! Mas só Brasil? Não. Mas falo do Brasil, porque este tem permissão expressa para isto e também, porque não me convém, adentrar o espaço de outras Conferências Episcopais e Igrejas Particulares de outros países. Aí você pode me perguntar e os católicos do Brasil tem mais poder do que a Sé Apostólica, de Roma? A resposta é: não. O que acontece é que palmas não são proibidas pela Santa Sé.
Eu desconheço qualquer documento da Sé Apostólica proibindo palmas na missa, o que é há é uma fala atribuída ao então Cardeal Joseph Ratzinger, a qual não tem valor pois nunca foi publicada em documentos da Sé Apostólica. Outrossim, o que motivou toda esta onda, foi um pedido dos locutores, para que o povo não aplaudisse enquanto os cardeais e bispos abraçavam o Papa Bento XVI e beijavam suas mãos durante visita pastoral a Veneza e Aquileia, na Itália. A Carta Apostólica Dominicae Cenae, do Venerável João Paulo II, invocada para defender a proibição de bater palmas, não fala deste assunto.
Ao longo dos mais de dois mil anos de caminhada, a Igreja passou por diversas reformas e continua atualizando seu jeito de ser e agir, porque é conduzida pelo Espírito do Senhor o qual, “que faz novas todas as coisas” (Ap 21, 5).
A última grande reforma, foi realizada pelo Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965). A primeira grande reforma feita pelo Vaticano II, foi na Liturgia, através da Constituição Conciliar Sacrossanctum Concilium (SC). A Sacrossanctum Concilium determina que somente a Santa Sé, os Bispos e as Conferências Episcopais (no caso do Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB) podem regular a Sagrada Liturgia e que ninguém mais, mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica. (SC 22)
Nos últimos anos tenho visto várias postagens em sites, blogs e redes sociais criticando quem bate palmas na missa. Algumas chegam a ser ridículas pela forma como foram elaboradas e postadas, o que mais parece coisa de fundamentalistas. Para piorar quando se analisa o conteúdo dos comentários, podemos perceber que muitas pessoas não entendem nada dos seus direitos e deveres enquanto, católicos, para com a Igreja. São verdadeiras “maria vai com as outras”.
O que diz a CNBB sobre as palmas?
Na linha do disposto na Sacrossanctum Concilium, o Documento 43 – Animação da Vida Litúrgica no Brasil, a CNBB, diz:
“Além disso, é necessário ampliar a área do canto, hoje ainda um tanto restrita em nosso meio. A Oração eucarística, nas partes permitidas ou ao menos o Prefácio e a Narração da Instituição; as leituras ou a sua conclusão são um campo quase inexplorado ainda. E as aclamações, pelo seu valor de diálogo, comunicação e participação dos fiéis, devem ter mais incentivo e ser mais variadas: cantos, palmas ou vivas. ” (n. 209).
E conclui:
É desejável que após esta saudação ritual haja uma palavra mais espontânea de introdução do sacerdote ou de outro ministro idôneo. Uma sadia criatividade saberá desenvolver com fruto diversas inovações possíveis como: saudação espontânea aos presentes, em particular aos visitantes ou novos membros da comunidade que se apresentam; a categorias específicas, conforme as circunstâncias (jovens, casais, mães etc.), seguida eventualmente por um breve canto de boas-vindas. A motivação para a celebração pode incluir intenções da assembleia, ou acontecimentos a comemorar à luz do mistério pascal. Oportunamente, gestos da assembleia poderão intervir, por exemplo, acolher-se mutuamente através de saudações aos vizinhos, bater palmas, dar vivas em honra do Cristo Ressuscitado, a Nossa Senhora, ao Padroeiro (a) em dia de festa etc. (n. 244)
E quem deu esta autoridade para a CNBB fazer isto?
Sobre este assunto, vi gente postar nas redes sociais a seguintes frases: “a CNBB está louca.”, “Desde quando a CNBB fala pela Igreja?” e outra “Onde a CNBB manda bater palminhas?”
O que demonstra que quem posta estas coisas não conhece nada dos Documentos e do Magistério da Igreja. Se conhecesse, saberia, que a CNBB faz isto, primeiro com a autorização da Sacrossanctum Concilium (n. 22) e depois com todo o aval do Código de Direito Canônico.
Para quem não sabe a CNBB é uma Conferência Episcopal e está amparada pelo Direito Canônico, o qual diz:
Cân. 447 — A Conferência episcopal, instituição permanente, é o agrupamen­to dos Bispos de uma nação ou determinado território, que exercem em conjunto certas funções pastorais a favor dos fiéis do seu território, a fim de promoverem o maior bem que a Igreja oferece aos homens, sobretudo por formas e métodos de apostolado convenientemente ajustados às circunstâncias do tempo e do lugar, nos termos do direito.
Cân. 456 — Concluída a assembleia plenária da Conferência episcopal, o pre­sidente envie à Sé Apostólica o relatório dos atos da Conferência e bem assim os decretos, não só para que aquela deles tome conhecimento mas também para ela poder rever os decretos, se os houver.
Cân. 457 — Compete ao conselho permanente de Bispos cuidar que se prepa­rem os assuntos a tratar na assembleia plenária da Conferência, e que se executem devidamente as decisões tomadas na assembleia plenária; compete-lhe ainda levar a bom termo as demais tarefas que, nos termos dos estatutos, lhe forem confiadas.
O que foi publicado pela CNBB tem o aval da Santa Sé. Portanto, é válido para todo o Brasil.
Chamar a CNBB de louca ou negar sua autoridade neste aspecto, é no mínimo provocar um cisma, pois aí se percebe que há a recusa da sujeição ao Supremo Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja que lhe estão sujeitos (Cân. 751).
Ademais, é importante observar que:
Cân. 375 — § 1. Os Bispos, que por instituição divina sucedem aos Apóstolos, são constituídos Pastores na Igreja pelo Espírito Santo que lhes foi dado, para se­rem mestres da doutrina, sacerdotes do culto sagrado e ministros da governação. § 2. Pela própria consagração recebem os Bispos com o múnus de santificar também o múnus de ensinar e governar, que, todavia, por sua natureza não podem exercer senão em comunhão hierárquica com a cabeça e os membros do Colégio.
Cân. 753 — Os Bispos que estão em comunhão com a cabeça e com os mem­bros do Colégio, quer individualmente considerados, quer reunidos em Conferên­cias episcopais ou em concílios particulares, ainda que não gozem da infalibilidade no ensino, são contudo doutores e mestres autênticos da fé dos fiéis confiados aos seus cuidados; os fiéis têm obrigação de aderir com religioso obséquio de espírito ao magistério autêntico dos seus Bispos.
Cân. 754 — Todos os fiéis têm obrigação de observar as constituições e de­cretos que a legítima autoridade da Igreja promulgar para propor uma doutrina ou para proscrever opiniões errôneas, e com especial motivo as que publicar o Romano Pontífice ou o Colégio dos Bispos.
Cân. 392 — § 1. Devendo preservar a unidade da Igreja universal, está o Bis­po obrigado a promover a disciplina comum de toda a Igreja e por isso a urgir a observância de todas as leis eclesiásticas. § 2. Vigie por que não se introduzam abusos na disciplina eclesiástica, particu­larmente no concernente ao ministério da palavra, à celebração dos sacramentos e sacramentais, ao culto de Deus e dos Santos, e ainda à administração dos bens.
Portanto, negar a autoridade da CNBB é negar obediência aos Bispos reunidos em Conferência episcopal, é dizer que não é católico, que é um protestante.
Todos os católicos devem buscar em tudo a unidade da Igreja, nunca espalhar cizânias2. Todos devem obediência aos sagrados pastores e se tem uma necessidade ou uma reclamação façam diretamente aos Sagrados Pastores e não saiam por aí falando, muitas vezes, bobagens, pelas esquinas, praças e meios midiáticos para chamar a atenção3.Todos devem prestar culto, de acordo com o que estabelece a Santa Sé e pelas vias do Direito, também os Bispos e as Conferências Episcopais, e não o que você acha ou ouviu alguém dizer4. Opinião pública fica reservada aos peritos em determinadas matérias, os quais também precisam de prudência5. Você que não é perito tem a liberdade de expor suas ideias, mas que sejam fundamentadas nas Sagradas Escrituras, na Doutrina proposta pelo bimilenar Magistério da Igreja e que a sua opinião pessoal não seja dada como se fosse ensinamento da Igreja6. Você que é envolvido em alguma atividade dentro da Igreja deve buscar formação contínua. Isto é importante e necessário para evitar que fale o que não deve e ou faça a coisa errada como sendo certa, ou ainda seja iludido por quem também não tem formação7.
Afinal, “todos os homens estão obrigados a procurar a verdade no que concerne a Deus e à sua Igreja, e, uma vez conhecida, em virtude da lei divina têm obrigação e gozam do direito de a abraçar e observar.” (Cân. 748 — § 1)
______
1Leigo, assessor do Setor Diocesano da Juventude – Diocese de Salgueiro.
2Cân. 209 — § 1 – Os fiéis têm a obrigação de, com o seu modo de proceder, manterem sempre a comunhão com a Igreja.Cân. 209 — § 2 – Todos devem cuidar de cumprir “com grande diligência os deveres que têm para com a Igreja, quer universal, quer particular a que pertencem, segundo as prescrições do direito.
3Assim sendo, o Cân. 212, estabelece que: § 1. Os fiéis, conscientes da sua responsabilidade, têm obrigação de prestar obediência cristã àquilo que os sagrados Pastores, como representantes de Cristo, declaram na sua qualidade de mestres da fé ou estabelecem como gover­nantes da Igreja. § 2. Os fiéis têm a faculdade de expor aos Pastores da Igreja as suas necessida­des, sobretudo espirituais, e os seus anseios. § 3. Os fiéis, segundo a ciência, a competência e a proeminência de que desfru­tam, têm o direito e mesmo por vezes o dever, de manifestar aos sagrados Pastores a sua opinião acerca das coisas atinentes ao bem da Igreja, e de a exporem aos restantes fiéis, salva a integridade da fé e dos costumes, a reverência devida aos Pastores, e tendo em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas.
4Cân. 214 — Os fiéis têm o direito de prestar culto a Deus segundo as prescri­ções do rito próprio aprovado pelos legítimos Pastores da Igreja, e de seguir uma forma própria de vida espiritual, consentânea com a doutrina da Igreja.
5Cân. 218 — Os que se dedicam às disciplinas sagradas desfrutam da justa liberdade de investigação e de expor prudentemente as suas opiniões acerca das matérias em que são peritos, observada a devida reverência para com o magistério da Igreja.
6Cân. 227 — Os fiéis leigos têm o direito de que, nas coisas da cidade terrena, lhes seja reconhecida a liberdade que compete a todos os cidadãos; ao utilizarem esta liberdade, procurem que a sua atuação seja imbuída do espírito evangélico, e atendam à doutrina proposta pelo magistério da Igreja, tendo porém o cuidado de, nas matérias opináveis, não apresentarem a sua opinião como doutrina da Igreja.
7Cân. 231— § 1. Os leigos, dedicados de forma permanente ou temporária ao serviço especial da Igreja, têm obrigação de adquirir a formação requerida para o conveniente desempenho do seu múnus, e de o desempenhar consciente, cuidado­sa e diligentemente.

Fonte: https://novaliturgia.wordpress.com/2015/02/04/catolico-pode-bater-palmas-na-santa-missa/

terça-feira, 7 de junho de 2016

30 anos de Pastoral da Criança em Cajueiro Alagoas.




Foi muito bonita a participação da comunidade cajueirense na comemoração dos  30 anos da Pastoral da Criança na cidade de Cajueiro Alagoas.
A festa que simbolizou este grande marco na Paroquia Nossa Senhora do Livramento foi organizada pela coordenadora da Pastoral da Criança de Cajueiro Elisânia Macena em união com os demais membros deste maravilhoso movimento.
 Durante o evento, o momento de espiritualidade com pregação, oração e animação ficou por conta da Renovação Carismática Católica de nossa Cidade (RCC de Cajueiro) e a palestra sobre a importância da Pastoral da Criança ficou sobre a responsabilidade de Nádja, de Atalaia Alagoas, coordenadora Setorial da Pastoral da Criança no Vale do Paraíba.
No decorrer do mesmo, foi apresentado um slide muito emocionante dos melhores momentos deste trabalho salvador e voluntário durante seus  trinta anos de missão. Ao final deste dia de comemoração a equipe organizadora distribuiu uma deliciosa sopa para os participantes do evento.

Que o Senhor Deus continue abençoando todo o trabalho missionário da Pastoral da Criança no município de Cajueiro.



































segunda-feira, 20 de abril de 2015

RCC Alagoas terá Congresso Estadual no início de maio

altCom o tema 'Se vivemos pelo Espírito, andemos de acordo com o Espírito'(Gl 5, 25), a Renovação Carismática Católica de Alagoas realizará o Congresso Estadual no início do próximo mês. O evento acontecerá entre os dias 1 e 3 de maio, na Escola Fernandes Lima, localizada no sítio São Jorge, em Maceió/AL.
Além das lideranças do Movimento carismático de Alagoas, de coordenadores de Grupos de Oração e suas respectivas equipes, o Congresso contará também com a presença da presidente do Conselho Nacional da RCCBRASIL, Katia Roldi Zavaris, da coordenadora do Ministério de Formação da RCC Pernambuco, Harriet Farias, e do membro permanente do Conselho Nacional, Reinaldo Bezerra dos Reis.
São esperadas caravanas de todas as dioceses do estado, representando cidades e Grupos de Oração. O coração de muitos carismáticos já está em expectativa para momentos de oração, louvor, escuta profética, pregação da Palavra de Deus e, é claro, da experiência de Pentecostes.
Vale lembrar que os Congressos Estaduais acontecem a cada dois anos, intercalando com os Congressos Nacionais. Esta éuma forma de levar formação e todas as moções, além de proporcionar mais unidade e proximidade a todo povo carismático espalhado pelas dioceses brasileiras.
Enilma Castro, presidente do Conselho Estadual da RCC Alagoas, convoca os carismáticos alagoanos: “Jesus e stános convidando para reavirmos a nossa vida. Nós precisamos ser batizados no Espírito Santo. Nós temos muito o que partilhar. Precisamos estar juntos para sentir esse fogo de Deus. Estamos te esperando”.
O tema proposto pelo Conselho Nacional da RCCBRASIL direciona as atividades de todo o movimento no território brasileiro no ano de 2015. 'Se vivemos pelo Espírito, andemos de acordo com o Espírito' é um convite ao retorno do primeiro amor, da experiência fundante do Batismo no Espírito e de seus frutos de conversão: perseverança na doutrina dos apóstolos, assiduidade aos sacramentos, vida de oração pessoal, escuta e intercessão, prática dos carismas, maturidade eclesial e espiritual.
O retiro fechado terá o valor de R$ 70,00 até o dia 14 de abril e R$ 80,00 a partir do dia 15. Para aqueles que preferirem o retiro aberto o valor será apenas R$ 20,00. Faça a sua inscrição nesse endereço:  www.congressoestadual2015.blogspot.com.br.
Mais informações sobre o encontro podem ser obtidas na Associação Divino Espírito Santo, sede da RCC Alagoas, na rua Comendador Firmo Lopes, 91 - Farol ou pelo telefone (82) 3336-5454.
Informações do Ministério de Comunicação Social da RCC Alagoas

Fonte:http://www.rccbrasil.org.br/eventos/index.php/artigos/891-rcc-alagoas-tera-congresso-estadual-no-inicio-de-maio

Dom Sérgio da Rocha é eleito novo presidente da CNBB

O arcebispo de Brasília (DF), dom Sérgio da Rocha, foi eleito na manhã desta segunda-feira, 20, como presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O novo presidente foi escolhido ainda no primeiro escrutínio, após receber 215 votos, superando assim os 196 que corresponderam aos dois terços necessários para a eleição.

Currículo de dom Sérgio
O arcebispo de Brasília e novo presidente da CNBB nasceu em Dobrada, no estado de São Paulo, em 1959 e foi ordenado presbítero na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão (SP) em 1984.
Foi nomeado bispo pelo papa João Paulo II em 2001, como auxiliar de Fortaleza (CE) e sua ordenação episcopal foi realizada em agosto do mesmo ano, na Catedral de São Carlos (SP), pelos bispos ordenantes dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, dom Joviano de Lima Júnior e dom Bruno Gamberini.
Em janeiro de 2007 o papa Bento XVI o nomeou como arcebispo coadjutor da arquidiocese de Teresina (PI). Também pelo papa Bento XVI, em 2011, foi nomeado para arcebispo metropolitano de Brasília.
Dom Sérgio estudou Filosofia no Seminário de São Carlos (SP) e Teologia na Pontifícia Universidade de Campinas (SP). O arcebispo é mestre em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP) e doutor pela Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.
Dom Sérgio tem como lema episcopal “Omnia in Caritate” – “Tudo na caridade”

FONTE:http://www.cnbb.org.br/eventos-1/assembleia-geral-1/16314-dom-sergio-da-rocha-e-eleito-novo-presidente-da-cnbb

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Em coletiva à imprensa, bispos abordam Eleições, Diretrizes e Reforma Política

  


O arcebispo de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, acolheu os jornalistas que farão a cobertura da 53ª Assembleia Geral (AG) CNBB, nesta quarta-feira, 15, durante entrevista coletiva. Na ocasião, dom Dimas, que também é porta-voz da Assembleia, lembrou as palavras do papa Francisco ao dizer que o bom jornalismo se nutre de uma "sincera paixão pelo comum e pela verdade". 
 Participaram da coletiva o arcebispo de Porto Alegre (RS), dom Jaime Spengler; o arcebispo de Vitória da Conquista (BA), dom Luís Gonzaga Pepeu; e o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Mol. 
Na oportunidade, dom Jaime falou sobre a atualização das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). “A cada quatro anos a Assembleia é convidada a rever as Diretrizes. Ano passado, foi manifestado, com relação às Diretrizes em vigor, o desejo de haver apenas uma atualização que considerasse o magistério mais recente da Igreja, do papa Francisco, e principalmente da Evangelii Gaudium”, recordou. As Diretrizes são tema central desta edição da AG. 
Eleições
Os detalhes do processo eleitoral, outro aspecto importante desta Assembleia, que é eletiva, foi abordado por dom Luís Gonzaga Pepeu. O arcebispo de Vitória da Conquista explicou explicou que em meio a assuntos importantes como o Ano da Paz, o Ano da Vida Consagrada e os 50 anos do encerramento do Concílio Vaticano II, ocorrem também as eleições para a Presidência e as doze comissões da CNBB.
De acordo com dom Pepeu, as eleições devem ter início na próxima segunda-feira, 20, quando atingido o quórum de dois terços dos votos. “Todos os eleitos são para o serviço, assim como trabalha a Campanha da Fraternidade 2015, com o lema ‘Eu vim para servir’. Se eleito, o bispo é questionado se aceita esse serviço”, afirmou.
São eleitores e também candidatos à presidência e vice-presidência todos os bispos diocesanos, enquanto os bispos auxiliares e coadjutores podem disputar apenas a vaga de secretário geral. Caso os primeiros dois escrutínios não alcancem os dois terços necessários, o terceiro escrutínio pode decidir por maioria absoluta. Se a maioria absoluta também não for alcançada, o quarto e quinto escrutínios elegem os dois mais votados.
Reforma Política
O bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão para o Acompanhamento da Reforma Política, dom Joaquim Mol, ressaltou o importante papel da imprensa na formação e esclarecimento da sociedade civil. Em seguida, falou sobre a necessidade imediata da reforma política. “Temos frequentemente assistido manifestações das quais não constam na pauta a reforma política. É uma pena, pois só por meio dela podemos melhorar o quadro político do país, eliminando a corrupção, a barganha, e outras práticas ruins da política, responsáveis por deixar grande parte da população na miséria”, afirmou.
“É claro que a reforma política não resolve tudo, diante do grave quadro em que se encontra a política do país. Mas ela é um passo necessário e indispensável”, disse dom Mol. Em seguida, o bispo ressaltou que a Conferência não é filiada a nenhum partido político, mas integrante da sociedade civil organizada, e que tem o compromisso de contribuir para que o Brasil seja um país melhor.
FONTE:http://www.cnbb.org.br/eventos-1/assembleia-geral-1/16275-temas-prioritarios-da-assembleia-geral-e-reforma-politica-sao-temas-da-primeira-coletiva-de-imprensa

Profissionais da imprensa fazem cobertura jornalística da Assembleia da CNBB


                                                                                                                                                                 Mais de 130 profissionais de vários veículos de alcance nacional fizeram credenciamento para acompanhar a 53 Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Os grupos de TV de inspiração católica garantiram espaços com estúdios e espaços especial para entrevistas. Além disso, a equipe da Assessoria de Imprensa da Conferência atende a repórteres, produtores e editores de vários estados que ligam para obter informações sobre a reunião do episcopado.
Imprensa laica
Entre os jornalistas que estão em Aparecida, encontra-se José Maria Mayrink, do jornal o Estado de S. Paulo. Profissional reconhecido por uma carreira sólida e com passagem nos maiores e mais importantes veículos de comunicação do País, Mayrink cobre a Assembleia há décadas. “A primeira Assembleia que eu cobri, por coincidência foi aqui em Aparecida, em 1967. Foi uma Assembleia marcada pela participação de dom Helder Câmara. Depois disso, com alguns interregnos, eu cobri quase todas as assembleias da CNBB”, lembra.
Indagado se vê uma diferença no interesse da imprensa laica em relação a Assembleia da CNBB, Mayrink pondera que “houve uma época em que a Igreja interpretava a opinião e os anseios da sociedade, a época da Ditadura Miliar. Então, os bispos conseguiam, nas Assembleias, discutir e falar de coisas que não saiam em outros meios, na imprensa”. E destaca: “era interessante porque houve bispos com posições antagônicas. Dom Helder Câmara, de Olinda e Recife (PE) e dom Geraldo Sigaud, de Diamantina (MG). Dom Sigaud era contra a reforma agrária, por exemplo. Houve uma assembleia em Belo Horizonte, em 1971 na qual os dois deram uma entrevista juntos. Surpreendeu. Perguntava-se como podiam ter posições tão diferentes. Dom Sigaud, respondeu: ´no altar, somos irmãos´”.
Imprensa católica
Andrea Bonatelli, repórter da Rede Vida, também é uma jornalista que tem experiência longa na cobertura das Assembleias da CNBB. “Faz uns 15 anos que cubro. Mesmo quando eu não vinha ao local do encontro, eu acompanhava lá em São José do Rio Preto (SP), na sede da emissora”. Ela considera que o trabalho jornalístico feito pela imprensa católica também evoluiu bastante nos últimos anos.  “No começo éramos somente nós e a Canção Nova, agora temos a Seculo XXI e a Rede Aparecida”, aponta.
O próprio processo de cobertura das TVs católicas também evoluiu. Segundo Bonatelli, a situação foi mudando. “Não fazíamos transmissão ao vivo. As matérias eram gravadas. Na medida, que a Rede foi crescendo, tomou-se como prioridade melhorar a cobertura das assembleias e agora temos uma equipe maior, carros links, há uma alteração na programação da Rede Vida e os jornais são feitos daqui de Aparecida, além de programas especiais em função da assembleia”, disse.
Bonatelli nota que mesmo os companheiros de outras emissoras manifestam um interesse sempre maior com produção de programas ao vivo e participações ao vivo dentro das grades de programação das emissoras católicas. Ela nota que os bispos entenderam mais e melhor qual é o papel das emissoras católicas e estão considerando que é um espaço do episcopado. “Não conseguimos chegar a todos, mas a Assembleia Geral é também ocasião para falarmos com os bispos que vivem mais distantes do centro sul do País”, acrescenta.
FONTE: http://www.cnbb.org.br/eventos-1/assembleia-geral-1/16276-cobertura-jornalistica-da-assembleia-da-cnbb