sábado, 16 de março de 2013

Hora da Misericórdia

‎"As almas que rezarem este terço serão envolvidas pela minha misericórdia, durante a sua vida e, de modo particular, na hora da morte".
"Quando recitam esse terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma..."
"Filha minha, anima as almas a rezarem o terço que vos dei.
Pela recitação deste terço me agrada conceder tudo o que me peçam.
Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como última tábua de salvação.
Até o pecador mais obstinado, se rezar uma só vez o terço, receberá graça de minha misericórdia infinita.
Rezado ao lado dos agonizantes, me porei entre o Pai e a alma moribunda, não como justo juiz, mas sim como Salvador Misericordioso".
Escreve isto para as almas aflitas:
Quando a alma vê e reconhece a gravidade de seus pecados, quando se descobre ante seus olhos todo o abismo de miséria em que tem caído, não se desespere mas que se aloje com confiança nos braços de minha misericórdia, como um menino entre os braços de sua mãe amadíssima".


Terço da Divina Misericórdia

Início:
Pai-Nosso, Ave-Maria, Creio
Nas contas grandes:
Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação de nossos pecados e os do mundo inteiro.
Nas contas pequenas:
Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
Ao final do terço: três vezes
"Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro."

2005 com 2013. Veja a Diferença!


Uma comparação de imagens das sucessões dos papas João Paulo II, em 2005, e de Bento XVI, ocorrida nas últimas semanas, deixa bem clara a diferença ocorrida com a popularização das câmeras fotográficas em aparelhos celulares, tablets e similares.



sexta-feira, 15 de março de 2013

Habemus Papam: FRANCISCUS


Annuntio vobis gaudium magnum;
habemus Papam:
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum,
Dominum Georgium Marium
Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio
qui sibi nomen imposuit Franciscum
Franciscus
Felicitações ao Santo Padre
Bênção Apostólica "Urbi et Orbi":
Irmãos e irmãs, boa-noite!
Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.
[Recitação do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]
E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!
E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.
[…]
Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.
[Bênção]
Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira. Boa noite e bom descanso!
Oração do Papa Francisco à Salus Populi Romani (Basílica de Santa Maria Maior, 14 de março de 2013)
Santa Missa com os Cardeais (14 de março de 2013)
Audiência a todos os Cardeais (15 de março de 2013) (Vídeo)[Italiano]

* * *
  • Benedictus XVI - Carta Apostólica dada Motu Proprio com a qual o Santo Padre Bento XVI retoma a norma tradicional sobre a maioria necessária na eleição do Sumo Pontífice (11 de junho de 2007)
    [FrancêsLatim]

quarta-feira, 13 de março de 2013

Sai a primeira fumaça preta deste conclave



Às 15:41hs desta terça-feira, 12 de março, a chaminé da Capela Sistina em Roma, sinalizou: a Igreja ainda está sem Papa. A fumaça preta indicou o resultado do primeiro turno das votações que aconteceram no conclave, nesta tarde.

Num dos fornos, de 1938, foram queimadas as cédulas, e em outro, de 2005, dotado de dispositivos eletrônicos, foi criada a fumaça preta.

Segundo explicou o diretor da sala de imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, na coletiva do último sábado, 9, as cédulas são queimadas ao final das votações do turno, ou seja, e não ao final de cada votação.

A próxima aparição da fumaça está programada para as 8hs (horário de Brasília) desta quarta-feira, 13, podendo ser antecipada caso a eleição do novo Papa aconteça no fim do primeiro escrutínio da parte da manhã.

Fonte: Canção Nova Notícias / Foto: Dmitry Lovetsky

domingo, 10 de março de 2013

Chaminé das famosas fumaças pretas e brancas é instalada para o conclave


Às 7hs no Brasil (11hs no horário de Roma), foi colocada a chaminé pela qual passarão as fumaças preta e branca que indicam o resultado de cada fim de votação no conclave. O equipamento foi instalado sobre o teto da Capela Sistina, local onde se realiza tradicionalmente a eleição do novo Papa.

Fonte: Canção Nova Notícias / Foto: Rádio Vaticano

sábado, 9 de março de 2013

Adoração eucarística permanente em São Pedro pelo conclave


SantíssimoTrês religiosas mexicanas fazem turnos na capela do Santíssimo na Basílica de São Pedro onde se realiza a Adoração Eucarística permanente, em vistas ao conclave que escolherá o novo Papa.
Assim comunicou hoje o Padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, na coletiva realizada na Sala de Imprensa da Santa Sé.
O sacerdote explicou que antes da Missa da tarde se recita uma oração especial pelo Colégio de Cardeais e pela preparação da eleição do Santo Padre.
O Padre Lombardi explicou que ainda não foram iniciados os trabalhos preparatórios na Capela Sistina, o lugar onde se realiza o conclave uma vez concluídas as congregações gerais.
O sacerdote disse além que o Anel do Pescador de Bento XVI não foi ainda anulado e que a Secretaria de Estado dispôs que os selos com os quais se marcava as cartas de Sua Santidade já não sejam utilizáveis.
O Padre Lombardi se referiu ainda a uma variação na celebração da Eucaristia durante o período de Sede vacante especialmente na diocese de Roma: “no canon da Missa, na prece eucarística, normalmente se menciona a oração pelo Santo Padre. Neste período de Sede vacante esta menção não se faz em Roma e tampouco se menciona ao Bispo, porque o Papa é o Bispo de Roma”.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Ex-aluno do IEAD se emociona ao entrar na Sede Nacional

Poder entrar no Centro de Eventos e ouvir “Tempo de abundância” foi uma experiência ímpar, que levou o ex-aluno do curso de História da RCC, Márcio Araújo a se emocionar. Este foi um dos momentos mais marcantes para ele no Encontro Nacional de Formação, ocorrido em janeiro deste ano. “Quando começamos a cantar a música "Tempo de abundância", não pude conter as lágrimas... Pensava nos pioneiros do Movimento aqui no Brasil, Reinado Beserra, Pe. Eduardo, Pe. Haroldo, o próprio Marcos Volcan, e eu tinha acabado de fazer o curso 'História da RCC' pelo IEAD”, ressalta o ex-aluno, que atua como coordenador do Ministério para Famílias no seu estado, Rio Grande do Norte.
 
O curso concluído por Márcio tem como objetivo principal entender a identidade e a missão da RCC e apresenta como professores dois nomes citados por ele, ambos ex-presidentes do Conselho Nacional:  Reinaldo Beserra, que participa no curso como professor principal, além de autor de muitas obras, que faz parte do Movimento no Brasil desde suas origens, e Marcos Volcan, professor colaborador. 
 
Os dois sacerdotes citados por Márcio, Pe. Haroldo e Pe. Eduardo, ambos pertencentes à ordem jesuíta, participam do contexto inicial do Movimento no país, na década de 70. Eles foram protagonistas do início da RCC no Brasil e responsáveis por despertar no ex-aluno do IEAD um grande sentimento de amor pelo Movimento: “O curso imprimiu em mim, uma marca forte de pertença e de amor pela RCC”, exclama o coordenador, ao concluir seu testemunho sobre o ENF 2013.


Fonte:http://www.iead2rcc.org/site/noticia.php?noticia=7589

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

As palavras de Bento XVI na última Audiência Geral do seu pontificado


Roma, 27 de Fevereiro de 2013 

Venerados irmãos no Episcopado e no Sacerdócio!


Ilustres Autoridades!


Queridos irmãos e irmãs!



Agradeço-vos por terem vindo em tão grande número para esta minha última Audiência geral.
Obrigado de coração! Estou realmente tocado! E vejo a Igreja viva! E penso que devemos também dizer um obrigado ao Criador pelo tempo belo que nos doa agora ainda no inverno.
Como o apóstolo Paulo no texto bíblico que ouvimos, também eu sinto no meu coração o dever de agradecer sobretudo a Deus, que guia e faz crescer a Igreja, que semeia a sua Palavra e assim alimenta a fé no seu Povo. Neste momento a minha alma se expande para abraçar toda a Igreja espalhada no mundo; e dou graças a Deus pelas “notícias” que nestes anos do ministério petrino pude receber sobre a fé no Senhor Jesus Cristo, e da caridade que circula realmente no Corpo da Igreja e o faz viver no amor, e da esperança que nos abre e nos orienta para a vida em plenitude, rumo à pátria do Céu.
Sinto levar todos na oração, um presente que é aquele de Deus, onde acolho em cada encontro, cada viagem, cada visita pastoral. Tudo e todos acolho na oração para confiá-los ao Senhor: para que tenhamos plena consciência da sua vontade, com toda sabedoria e inteligência espiritual, e para que possamos agir de maneira digna a Ele, ao seu amor, levando frutos em cada boa obra (cfr Col 1,9-10).
Neste momento, há em mim uma grande confiança, porque sei, todos nós sabemos, que a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, é a sua vida. O Evangelho purifica e renova, traz frutos, onde quer que a comunidade de crentes o escuta e acolhe a graça de Deus na verdade e vive na caridade. Esta é a minha confiança, esta é a minha alegria.
Quando, em 19 de abril há quase oito anos, aceitei assumir o ministério petrino, tive a firme certeza que sempre me acompanhou: esta certeza da vida da Igreja, da Palavra de Deus. Naquele momento, como já expressei muitas vezes, as palavras que ressoaram no meu coração foram: Senhor, porque me pedes isto e o que me pede? É um peso grande este que me coloca sobre as costas, mas se Tu lo me pedes, sobre tua palavra lançarei as redes, seguro de que Tu me guiarás, mesmo com todas as minhas fraquezas. E oito anos depois posso dizer que o Senhor me guiou, esteve próximo a mim, pude perceber cotidianamente a sua presença. Foi uma parte do caminho da Igreja que teve momentos de alegria e de luz, mas também momentos não fáceis; senti-me como São Pedro com os Apóstolos na barca no mar da Galileia: o Senhor nos doou tantos dias de sol e de leve brisa, dias no qual a pesca foi abundante; houve momentos também nos quais as águas eram agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas sempre soube que naquela barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é Sua. E o Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, certamente também através dos homens que escolheu, porque assim quis. Esta foi e é uma certeza, que nada pode ofuscá-la. E é por isto que hoje o meu coração está cheio de agradecimento a Deus porque não fez nunca faltar a toda a Igreja e também a mim o seu consolo, a sua luz, o seu amor.
Estamos no Ano da Fé, que desejei para reforçar propriamente a nossa fé em Deus em um contexto que parece colocá-Lo sempre mais em segundo plano. Gostaria de convidar todos a renovar a firme confiança no Senhor, a confiar-nos como crianças nos braços de Deus, certo de que aqueles braços nos sustentam sempre e são aquilo que nos permite caminhar a cada dia, mesmo no cansaço. Gostaria que cada um se sentisse amado por aquele Deus que doou o seu Filho por nós e que nos mostrou o seu amor sem limites. Gostaria que cada um sentisse a alegria de ser cristão. Em uma bela oração para recitar-se cotidianamente de manhã se diz: “Adoro-te, meu Deus, e te amo com todo o coração. Agradeço-te por ter me criado, feito cristão…”. Sim, somos contentes pelo dom da fé; é o bem mais precioso, que ninguém pode nos tirar! Agradeçamos ao Senhor por isto todos os dias, com a oração e com uma vida cristã coerente. Deus nos ama, mas espera que nós também o amemos!
Mas não é somente a Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho na guia da barca de Pedro, mesmo que seja a sua primeira responsabilidade. Eu nunca me senti sozinho no levar a alegria e o peso do ministério petrino; o Senhor colocou tantas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, ajudaram-me e foram próximas a mim. Antes de tudo vós, queridos Cardeais: a vossa sabedoria, os vossos conselhos, a vossa amizade foram preciosos para mim; os meus Colaboradores, a começar pelo meu Secretário de Estado que me acompanhou com fidelidade nestes anos; a Secretaria de Estado e toda a Cúria Romana, como também todos aqueles que, nos vários setores, prestaram o seu serviço à Santa Sé: são muitas faces que não aparecem, permanecem na sombra, mas propriamente no silêncio, na dedicação cotidiana, com espírito de fé e humildade foram para mim um apoio seguro e confiável. Um pensamento especial à Igreja de Roma, a minha Diocese! Não posso esquecer os Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, as pessoas consagradas e todo o Povo de Deus: nas visitas pastorais, nos encontros, nas audiências, nas viagens, sempre percebi grande atenção e profundo afeto; mas também eu quis bem a todos e a cada um, sem distinções, com aquela caridade pastoral que é o coração de cada Pastor, sobretudo do Bispo de Roma, do Sucessor do Apóstolo Pedro. Em cada dia levei cada um de vós na oração, com o coração de pai.
Gostaria que a minha saudação e o meu agradecimento alcançasse todos: o coração de um Papa se expande ao mundo inteiro. E gostaria de expressar a minha gratidão ao Corpo diplomático junto à Santa Sé, que torna presente a grande família das Nações. Aqui penso também em todos aqueles que trabalham para uma boa comunicação, a quem agradeço pelo seu importante serviço.
Neste ponto gostaria de agradecer verdadeiramente de coração todas as numerosas pessoas em todo o mundo, que nas últimas semanas me enviaram sinais comoventes de atenção, de amizade e de oração. Sim, o Papa não está nunca sozinho, agora experimento isso mais uma vez de um modo tão grande que toca o coração. O Papa pertence a todos e tantas pessoas se sentem muito próximas a ele. É verdade que recebo cartas dos grandes do mundo – dos Chefes de Estado, dos Líderes religiosos, de representantes do mundo da cultura, etc. Mas recebo muitas cartas de pessoas simples que me escrevem simplesmente do seu coração e me fazem sentir o seu afeto, que nasce do estar junto com Cristo Jesus, na Igreja. Estas pessoas não me escrevem como se escreve, por exemplo, a um príncipe ou a um grande que não se conhece. Escrevem-me como irmãos e irmãs ou como filhos e filhas, com o sentido de uma ligação familiar muito afetuosa. Aqui pode se tocar com a mão o que é a Igreja – não uma organização, uma associação para fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que une todos nós. Experimentar a Igreja deste modo e poder quase tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor é motivo de alegria, em um tempo no qual tantos falam do seu declínio. Mas vejamos como a Igreja é viva hoje!
Nestes últimos meses, senti que as minhas forças estavam diminuindo e pedi a Deus com insistência, na oração, para iluminar-me com a sua luz para fazer-me tomar a decisão mais justa não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo na plena consciência da sua gravidade e também inovação, mas com profunda serenidade na alma. Amar a Igreja significa também ter coragem de fazer escolhas difíceis, sofrer, tendo sempre em vista o bem da Igreja e não de si próprio.
Aqui, permitam-me voltar mais uma vez a 19 de abril de 2005. A gravidade da decisão foi propriamente no fato de que daquele momento em diante eu estava empenhado sempre e para sempre no Senhor. Sempre – quem assume o ministério petrino já não tem mais privacidade alguma. Pertence sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja. Sua vida vem, por assim dizer, totalmente privada da dimensão privada. Pude experimentar, e o experimento precisamente agora, que se recebe a própria vida quando a doa. Antes disse que muitas pessoas que amam o Senhor amam também o Sucessor de São Pedro e estão afeiçoadas a ele; que o Papa tem verdadeiramente irmãos e irmãs, filhos e filhas em todo o mundo, e que se sente seguro no abraço da vossa comunhão; porque não pertence mais a si mesmo, pertence a todos e todos pertencem a ele.
O “sempre” é também um “para sempre” – não há mais um retornar ao privado. A minha decisão de renunciar ao exercício ativo do ministério não revoga isto. Não retorno à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, recepções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas estou de modo novo junto ao Senhor Crucificado. Não carrego mais o poder do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração estou, por assim dizer, no recinto de São Pedro. São Bento, cujo nome levo como Papa, será pra mim de grande exemplo nisto. Ele nos mostrou o caminho para uma vida que, ativa ou passiva, pertence totalmente à obra de Deus.
Agradeço a todos e a cada um também pelo respeito e pela compreensão com o qual me acolheram nesta decisão tão importante. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja com a oração e a reflexão, com aquela dedicação ao Senhor e à sua Esposa que busquei viver até agora a cada dia e que quero viver sempre. Peço-vos para lembrarem-se de mim diante de Deus e, sobretudo, para rezar pelo Cardeais, chamados a uma tarefa tão importante, e pelo novo Sucessor do Apóstolo Pedro: o Senhor o acompanhe com a sua luz e a força do seu Espírito.
Invoquemos a materna intercessão da Virgem Maria Mãe de Deus e da Igreja para que acompanhe cada um de nós e toda a comunidade eclesial; a ela nos confiemos, com profunda confiança.
Queridos amigos! Deus guia a sua Igreja, a apoia mesmo e sobretudo nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de fé, que é a única verdadeira visão do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, haja sempre a alegre certeza de que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está próximo a nós e nos acolhe com o seu amor. Obrigado!

por ZENIT
(Tradução:CN noticias)