sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Em Viçosa-Alagoas Cerco de Jericó 2013; Momento Família - RCC de Cajueiro - AL

































Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.


Por Luis Fernando Veríssimo

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.
Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores).
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…. , estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… ,·visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Confraternização 2012

Os servos da RCC de Cajueiro, se reuniram para a confraternização de fim de ano, onde louvaram e agradeceram ao Senhor por mais um ano de missão em Cajueiro. " Foi um momento lindo onde os servos se alegram... Diz o Coordenador José Jadilson.
Click para + ou - zoom





















quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

RCC NO PARQUE

                                         A ALEGRIA DO SENHOR É A NOSSA FORÇA !


Click para + e - zoom















quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O que a Igreja Católica pensa sobre o “fim do mundo”?



Nos últimos dias multiplicaram-se nos meios de comunicação artigos dedicados ao presumível fim do mundo” que, segundo alguns intérpretes do calendário Maya, coincidiria justamente com esta sexta-feira.
Deixando de lado a pouca seriedade da previsão, o que impressiona é o fato que o 21 de dezembro se dá no período litúrgico do Advento. Trata-se de uma circunstância que se presta a uma reflexão, desta vez séria, sobre o “fim dos tempos” segundo a doutrina cristã.
A reflexão é do docente de Teologia Sistemática da faculdade teológica do norte da Itália, Mons. Giacomo Canobbio, entrevistado pela Rádio Vaticano:
Mons. Giacomo Canobbio:- “Parece-me que essas notícias, que estimulam a curiosidade de muitas pessoas, não somente são desprovidas de todo e qualquer fundamento, mas expressam uma espécie de desejo das pessoas de dominar o tempo, de controlá-lo, porque se dão conta de que é a única coisa que não se consegue de modo algum dominar. A ilusão de poder estabelecer uma data para o fim do mundo já foi, de certo modo, “desfeita” pelo próprio Cristo quando, nos Atos dos Apóstolos, os discípulos perguntam a Jesus: “Mas este é o tempo em que estabelecerá o Reino de Israel?”. A resposta de Jesus é muito clara: “Não cabe a vocês conhecer o tempo nem o momento, porque isto é determinado pelo meu Pai. Portanto, como Jesus mesmo diz no Evangelho segundo São Marcos, “somente o Pai sabe a hora”.”

RV: Porém, como podemos olhar para a segunda vinda de Jesus Cristo, para esse fim dos tempos, que faz parte da nossa fé…
Mons. Giacomo Canobbio:- “Se nos colocarmos na perspectiva de que o Senhor é o Salvador, devemos esperá-lo com confiança. Isso não significa que, então, podemos viver superficialmente. Portanto, também a dimensão do juízo deve ser levada em consideração, todavia, não na perspectiva da ameaça, mas, sobretudo, na perspectiva do questionar a si próprio: “Estou eu correspondendo à salvação que o Senhor Jesus quer conceder-me e me concede a cada dia?”. Nesse sentido, parece-me que a perspectiva se desloca para a relação que o fiel tem com o Senhor: é uma relação ao mesmo tempo purificadora – eis o sentido do juízo – e que porta a cumprimento. Certamente, este mundo é frágil, e o vemos continuamente, inclusive do ponto de vista físico e biológico, mas isso não significa que haverá uma destruição catastrófica. Daquilo que podemos colher na Escritura, será uma transformação em um mundo correspondente ao desejo que Deus colocou dentro de nós.” (RL)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Jornal vê ligação de game (Call of Duty) com massacre em escola americana.


Para o tabloide britânico The Sun, um dos possíveis culpados pelo massacre na escola norte americana, deixando 26 mortos, pode ser o jogo de tiro em primeira pessoa, Call of Duty.
A tragédia aconteceu na última sexta-feira, quando o jovem Adam Lanza, de 20 anos, abriu fogo em uma escola infantil da cidade de Newton, Connecticut, provocando a morte de 20 crianças.
Segundo apuração do tabloide, Adam era obcecado por Call of Duty, chegando a passar horas no porão jogando jogos descritos pelo jornal como “games sanguinolentos”. Quem forneceu essa informação foi o encanador Peter Wlasuk, que costumava realizar consertos na casa da mãe do jovem.
Segundo Wlasuk, Adam “tinha um pôster para cada equipamento militar que os Estados Unidos já fizeram”. Ele ainda revelou que o adolescente tinha extenso conhecimento sobre armamento antigo e que Call of Duty foi determinante na natureza do massacre, pois as armas utilizadas por Adam eram as mesmas em que usava no jogo.
A reportagem no The Sun ainda procurou a opinião de uma especialista em crianças e educação. A psicóloga Teresa Bliss disse que “não é saudável que crianças vejam pessoas destruindo outras pessoas” e que não se pode ignorar o tipo de efeito que jogos do tipo causam em jovens.
Desde o lançamento da nova versão de Call of Duty, o tabloide vem elogiando o game e dedicando atenção a eventos ligados ao jogo. No entanto, na matéria divulgada nesta terça-feira, 18, não houve nenhuma tentativa de contato com a produtora Activision, a fim de trabalhar o assunto pelo outro lado da história.

Filme “O Hobbit” é Católico e atrai fãs por ser fiel à carga religiosa da saga de Tolkien, afirma editor de revista.


Luís Antônio Giron, na Época
Ao assistir ao filme O Hobbit – uma jornada inesperada, do diretor neozelandês Peter Jackson, senti a mesma alucinação recorrente que tive quando vi os três filmes de O senhor dos Anéis, também de Jackson, no início da década passada. O ambiente concebido pelo escritor inglês J.R.R. Tolkien e recriado em alta tecnologia digital (filmagem em 3D e 48 quadros por segundo) por Peter Jackson é o dos romances da Idade Média, com seus cavaleiros, senhores de territórios fragmentários, o amor cortês, o misticismo ardente e superstições materializadas em seres fantásticos.
Mas voltemos à alucinação. Consigo perceber uma cruz invisível atravessando todas as sequências. A cruz não se encontra estampada nos trajes dos elfos e não está fincada no topo da Montanha Solitária, mas é como estivesse lá, sub-reptícia, uma marca d’água. É como se Tolkien houvesse subtraído o símbolo mais ostensivo do Cristianismo – talvez porque fora utilizado militarmente durante as Cruzadas – para que viessem à tona os valores que a cruz oculta e ofusca.
Assim, o jogo de ausência e presença simbólica da religião no filme e na obra de Tolkien é tão sutil como insidioso. Não apenas Tolkien faz uma defesa dos fundamentos cristãos, como sobretudo enfatiza a beleza e a aura divina do catolicismo. Isso se dá não só porque Tolkien era um católico fervoroso que trabalhou ao abrigo da Universidade Oxford – assim como seu amigo C.S. Lewis, autor das Crônicas de Nárnia, outra manifestação católica sob a forma de alegoria fantástica. Tolkien e Lewis acreditavam na literatura como um estágio necessário para a transformação espiritual da humanidade e sua elevação aos rituais mais belos… que se encontram no Vaticano, cuja origem está na ritualística pomposa do Império Romano.
Tolkien fez o seu catolicismo penetrar no romance O Hobbit (1937) e na sua sequência, a trilogia de romancesSenhor dos Anéis (1954-1955). Embora ele quisesse, no fim das contas, narrar uma boa história, esperava que seus leitores evoluíssem espiritualmente com ela. Dizia que um dos objetos “subcriativos” de seu projeto era “a elucidação da verdade, e o encorajamento da boa moral neste mundo real, através do antigo artifício de exemplificá-las em personificações pouco conhecidas, que podem tender a prová-las”. A citação está no livroEncontrando Deus em O Hobbit (Thomas Nelson, 200 páginas, R$ 29,90), de tolkienólogo Jim Ware, um dos muitos lançamentos “místicos” e de autoajuda (ou autoilusão) na esteira do lançamento do filme de Peter Jackson. Jim Ware diz que garante que o leitor “vai encontrar Deus” ao ler O Hobbit. Talvez isso seja difícil. Mais fácil é encontrar os preceitos da Cúria Romana na saga.
Aqui me permito um desvio sobre a composição das obras, que ajudará a compreender melhor o processo criativo e a crença de Tolkien. O Hobbit é um prelúdio da trilogia do Anel, e nesse sentido mantém um estreito parentesco espiritual e estrutural com a tetralogia operística O Anel dos Nibelungos (1876), de Richard Wagner, com seu prólogo e a saga dos deuses dominados pelo ouro do rio Reno (Wagner foi acusado por Nietzsche de se render ao catolicismo bávaro ao fim da vida).
No ensaio Explorando o universo do Hobbit (Lafonte, 258 páginas, R$ 29,90), o medievalista (como Tolkien) Corey Olsen afirma que Tolkien revisou O Hobbit, pensado inicialmente como um livro infantil, com o objetivo de ampliar a história da Terra-média e inseri-lo na composição final de Senhor dos Anéis. Alterou, por exemplo, o encontro do Gollum com Bilbo Bolseiro, para que o achado do anel ganhasse mais consistência. Na versão original, Bilbo, um depositório inconsciente da ética católica, apossou-se do anel e se despediu do Gollum de maneira amistosa, não sem uma dose de culpa, já que o Gollum não havia notado o furto. Na nova versão, o Gollum percebe-o e jura odiar para sempre o hobbit. O ódio se torna um alicerce para a trama levada adiante pelo sobrinho de Bilbo, Frodo, em O Senhor dos Anéis. Curiosamente, Peter Jackson faz quase a mesma coisa: ele seguiu Tolkien para encaixar O Hobbit como prelúdio a Senhor dos Anéis. Mesmo assim, Jackson desrespeitou a organização da obra para prolongar O Hobbit em três filmes – o que tornou o primeiro longa-metragem arrastado e repleto de flash-backs irritantemente explicativos.
Hobbitt 1 (Foto: Divulgação)
A organização retroativa proposta por Tolkien fornece às aventuras dos hobbits, anões, elfos, trolls, magos e orcs um qualidade arquitetônica. Sua tetralogia como que derrete a ordem perfeita da Catedral de São Pedro no Vaticano para reencenar com suas figuras, alegorias e simbologia uma aventura de revelação em um ambiente alienígena, em uma geografia imaginária.
No mapa de Tolkien ingressam transfigurados os princípios elementares do catolicismo. Assim como a viagem de Gandalf, Bilbo (interpretado no filme pelo ator inglês e católico Martin Freeman) e os 13 anões é uma representação da volta à Terra Prometida (os anões pertencem a um povo valoroso, porém espoliado de seus tesouros pelo dragão Smaug), abençoada por um hobbit bondoso, a história da peregrinação a Mordor e a devolução do anel pode ser lida como uma alegoria do Evangelho encoberta sob o manto da fábula. Pode-se deduzir que O Hobbit é o Velho Testamento; Senhor dos Anéis, o Novo. Todos os volumes da história da Terra-média de Tolkien (Os filhos de HúrinO Silmarilion etc.) compõem uma versão fabulosa e medievalesca da Vulgata Latina, a tradução da Bíblia para o Latim feita por São Jerônimo no século III d.C., considerada o texto oficial das Sagradas Escrituras pelo Vaticano.
Além dessas transposições, é possível identificar quatro aspectos mais evidentes do Catolicismo no enredo de O Hobbit e Senhor dos Anéis. Em primeiro lugar, Bilbo, um hobbit aparentemente conformista, torna-se o escolhido para viver uma aventura: seguir com os anões à Montanha Solitária, atravessando terras ermas e perigosas, para enganar Smaug e restituir o tesouro e a terra aos seus donos originais. Trata-se, portanto, de uma jornada iniciática. “No final, você não será o mesmo”, avisa Gandalf. Bilbo irá conquistar o anel, ficar rico e atingir a espiritualidade. É o mesmo percurso exigido ao católico, que galga os degraus rumo à perfeição, do batismo à extrema-unção na vida profana e, na sacerdotal, do noviciado à sagração como bispo e até mesmo papa.
Um dos pré-requisitos para Bilbo e amigos seguirem adiante é a obediência. Dessa forma, se fazem presentes a submissão e até mesmo a admiração de todos os personagens “bons” a uma hierarquia imperial, a um poder central liderado pelo Papa, o mandatário direto de Deus na Terra, segundo a Igreja Católica. Como a cruz, não há um papa explícito em O Hobbit, mas Gandalf parece ser o mais próximo de empunhar o cajado e a cruz de São Pedro. Ou Bilbo, a longo prazo.
As virtudes teologais, em terceiro lugar, são o motor da trama de combate ao Mal: Fé, Esperança e Caridade. Bilbo reúne-as como nenhum outro personagens. Mesmo quando tomar para si o anel, usa seu poder para reforçar a fé entre os companheiros de jornada.
Desse modo, quando o objetivo dos justos contra os ímpios está próximo a ser alcançado, contará o quarto e maior elemento católico da história de Tolkien: a Divina Providência. É ela que vem resgatar o herói nos instantes de maior perigo. Como na terra dos orcs, quando águias gigantes salvam os anões liderados por Thórin e Bilbo da morte. As águias simbolizam ali o Espírito Santo, parte da Santíssima Trindade, ao lado do Pai e do Filho. A Divina Providência retornará ao longo de O Hobbit e Senhor dos Anéis para organizar os reinos caóticos da Terra-média.
Bilbo e companheiros fazem o papel de apóstolos. São soldados de Cristo em uma Cruzada, ainda que sem cruz. Eles conduzem o leitor e o espectador às altas esferas da crença, para assim promover sua conversão por meio da catequese. No entanto, à parte a crença e persuasão doutrinária, o texto de Tolkien consiste em uma peça artística, uma narrativa de ficção, onde as leis da lógica são alteradas. E é na fantasia que o aspecto mais profundo do catolicismo de Tolkien se revela, na crença de que o reino deste mundo é maléfico. Assim, Mordor ou Ereborn, os reinos caóticos deste mundos, não valem a pena ser conquistados, pois o reino está em outro lugar, no plano espiritual e divino. Nem mesmo o Condado do Bolsão, onde moram os hobbits, é recomendável. “Meu reino não é deste mundo”, poderia dizer o mago Gandalf, ecoando Jesus Cristo.
No entanto, apesar de poder ser compreendida como páginas de doutrinação religiosa, a experiência mais enriquecedora é ler e ver O Hobbit e Senhor dos Anéis como obra de arte literária e cinematográfica. Tolkien parece demonstrar a observação do escritor argentino Jorge Luis Borges, segundo o qual a metafísica (e, por extensão, a religião) deve constituir uma subcategoria da literatura fantástica.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

NÃO TENHA VERGONHA DE DIZER: EU TE AMO.






Em frente de casa, jogavam bolinhas de gude.
 Quando Júlio o menino mais novo disse ao irmão Ricardo:
- Meu querido irmão, eu te amo muito e nunca quero me separar de você!
 Ricardo sem dar muita importância ao que Júlio disse, pergunta:
 - O que deu em você moleque? Que conversa besta
 é essa de amar? Quer calar a boca e continuar jogando?
 E os dois continuaram jogando a tarde inteira até anoitecer.
 À noite o senhor João, pai dos garotos chegou do
 trabalho, estava exausto e muito mal humorado, pois não havia conseguido
 fechar um negócio importante.
Ao entrar,João olhou para Júlio que sorriu para
 pai e disse: - Olá papai, eu te amo muito e não quero nunca me separar do senhor!
João no auge de seu mal humor e stress disse:
- Júlio, estou exausto e nervoso, então por favor não me venha com  besteiras!
 Com as palavras ásperas do pai, Júlio ficou magoado e foi chorar no
 cantinho do quarto. Dona Ana, mãe dos garotos sentindo a falta do filho
 foi procurá-lo pela casa, até que o encontrou no quarto e o viu no cantinho do quarto com os olhinhos cheios de lágrimas. Dona Ana espantada começou a enxugar
 as lágrimas do filho e perguntou:
 - O que foi Júlio, porque choras?
Júlio olhou para a mãe, com uma expressão triste e lhe disse:
 - Mamãe, eu te amo muito e não quero nunca me
 separar da senhora!
 Dona Ana sorriu para o filho e lhe disse:
- Meu amado filho, ficaremos sempre juntos!
 Júlio sorriu, deu um beijo na mãe e foi se  deitar.
No quarto do casal, ambos se preparando para se deitar,
 Dona Ana pergunta para seu marido:
- João, o Júlio está muito estranho hoje, não  acha?
 João muito estressado com o trabalho disse a  esposa:
 - Esse moleque só está querendo chamar a
 atenção... Deita e dorme mulher!
 Então todos se recolheram e todos dormiam sossegados.
 Às 2 horas da manhã, Júlio se levanta vai ao
 quarto de seu irmão Ricardo e fica observando o irmão dormir...
Ricardo incomodado com a claridade acorda e  grita com Júlio:
- Seu louco, apaga essa luz e me deixa dormir!
 Júlio em silêncio obedeceu o irmão, apagou a luz e se dirigiu ao quarto dos pais...
 Chegando ao quarto de seus pais acendeu a luz e ficou observando seu pai e
 sua mãe dormirem.
O senhor João acordou e perguntou ao filho:
- O que aconteceu Júlio?
 Júlio em silencio só balançou a cabeça em sinal negativo, respondendo ao
 pai que nada havia ocorrido.
 Daí o senhor João irritado perguntou ao Júlio:
 - Então o que foi moleque?
 Júlio continuou em silêncio. João já muito irritado berrou com Júlio:
 - Então vai dormir seu doente!
 Júlio apagou a luz do quarto se dirigiu ao seu quarto e se deitou.
Na manhã seguinte todos se levantaram cedo, o senhor João iria trabalhar, a
 dona Ana levaria as crianças para a escola e Ricardo e Júlio iriam à
escola... Mas Júlio não se levantou. Então o senhor João, que já estava
 muito irritado com Júlio, entra bufando no quarto do garoto e grita:
 - Levanta seu moleque vagabundo!
 Júlio nem se mexeu.
Então João avança sobre o garoto e puxa com força o cobertor do menino com o braço direito levantado pronto para lhe dar um tapa quando percebe que Júlio estava com os olhos fechados e que estava pálido. João assustado
 colocou a mão sobre o rosto de Júlio e pôde notar que seu filho estava  gelado.
Desesperado João gritou chamando a esposa e o filho Ricardo para ver o que
havia acontecido com Júlio...
Infelizmente o pior. Júlio estava morto e sem qualquer motivo aparente.
Dona Ana desesperada abraçou o filho morto e não conseguia nem respirar
de tanto chorar. Ricardo desconsolado segurou firme a mão do irmão e só
 tinha forças para chorar também.
João em desespero soluçando e com os olhos cheios de lágrimas, percebeu que havia um papelzinho dobrado nas pequenas mãos de Júlio.
João então pegou o pequeno pedaço de papel e havia algo escrito com a letra de Júlio.
 "Outra noite Deus veio falar comigo através de um sonho, disse a mim que
apesar de amar minha família e dela me amar, teríamos que nos separar.
 Eu não queria isso, mas Deus me explicou que seria necessário.
 Não sei o que vai acontecer mas estou com muito medo.
 Gostaria que ficasse claro apenas uma coisa:
- Ricardo, não se envergonhe de amar seu irmão.
 - Mamãe, a senhora é a melhor mãe do mundo.
 - Papai, o senhor de tanto trabalhar se esqueceu  de viver.
 - Eu amo todos vocês!"



CONCLUSÃO

 Quantas vezes não temos tempo para parar e amar, e receber o amor que nos é ofertado?
 Talvez quando acordarmos possa ser tarde . Muita gente vai entrar e sair da sua vida, mas somente verdadeiros amigos deixarão marcas em seu coração!

 Para se segurar, use a cabeça;
Para segurar os outros, use o coração.
Ódio é apenas uma curta mensagem de perigo.

Fonte: http://www.reflexaodevida.com.br/213dizereuteamo.htm